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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Tejo



Numa clareira coberta de Sol
Canta uma ave trinados de ouro.
É pequenino, um rouxinol,
Tão pequenino, quase um tesouro.

O rio estende seus braços alados
E abraça o pequeno tesouro.
E então, os dois inebriados
Comunham o tempo vindouro.

Na incógnita do ser, saíram fluídos conturbados que se organizaram poeticamente. As cores misturaram-se e assim se criou algo. Como num turbilhão em espiral se fez organização natural. O prazer misturou-se, fundiu-se e assim nasceu mais um planeta, mais uma vida, mais um cometa...
E toda esta incógnita persistiu, para sempre no tempo e no espaço.
A Natureza riu-se de tanta petulância e mostrou que estava descontente.
Mas o rio e o rouxinol, nessa clareira coberta de Sol, esqueceram o mundo alheio e em abraços poéticos continuaram.

Aline Matos
(escrito muito tempo antes e um pouco hoje)

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